quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Meu amor,

hoje aprendi mais uma vez, a muita custa, que tua ausência é algo que não consigo simplesmente suportar. Os minutos não passam, a hora não passa, tudo fica devagar. Tal demora preenche meu dia com uma angústia que me sufoca e retira toda vontade de sorrir.

Meu coração sem ti é um grande vazio, um grande espaço cinzento, em que não existe luz do dia, como se o meu sol tivesse se apagado. Minha mente é alvejada por perguntas mil, a começar por inquirir como foi teu dia, se estás bem e a sorrir.

Espero que sempre estejas a sorrir, feliz. Ainda que meus dias sejam escuros, saber que estás bem me fará um pouco melhor.

Escolhestes um destino diferente, é difícil a mim aceitar, mas sempre vou respeitar. Se em meu caminho não podem surgir flores, que elas possam florescer suavemente no teu caminho. Isso não me fará deixar de te amar, e nem poderia. Meu amor não tem tamanho, para que possa ser diminuído.

Teu.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Amor que tanto me domina,

não me deixes, senhora, na dúvida angustiante, com o peito sufocado e o pensamento dilacerante. Não pises o mundo com passos distorcidos e confusos, mas pise-o de forma segura e clara, para que nele imprimas bem as marcas de tuas pegadas, de forma que assim as possa seguir.

Não sei para onde vais, senhora, mas quero ir em teu encontro, quero seguir o mesmo caminho, não importa-me o destino. Apenas quero seguir-te. Seguir-te-ei em tuas loucuras, estarei ao teu lado em tuas tristezas e comemorarei contigo cada alegria tua.

Moras em minha alma e habitas meu coração insensato, que perdura diante da loucura da vida e que não teme sequer a espada, sequer a morte, desde que viva esse amor.

Não te faças, senhora minha, fria e distante, pois não vejo pior destino ao coração apaixonado do que bater insistentemente a dor de um amor despedaçado.

Teu.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sol de minha vida,

sei que dormes no instante em que te escrevo estas parcas palavras, que dizem tão pouco de tudo que tanto tenho para te dizer. Mas é no silêncio de teu sono que te velo em surdina, embevecido com tamanha beleza.

Esse sentimento que me consome intensamente, tão profundamente, renova minhas forças e recria meu ser em cada olhar teu, restaura-me na doçura de tuas palavras e ações, como se nunca houvesse existido outro eu. Aprendi que nasci novamente exatamente no instante em que te conheci.

Perder-te por alguns minutos já me é perder mais do que o dia, é angústia sufocante que aniquila meu ser. Não te vás, por breve tempo que seja, mas permaneça comigo pelo tempo que aprouver. E, no instante em que saíres, que já penses em retornar.

Dormes, anjo, em teu sonho mais encantador, na suavidade de brancas nuvens macias. E acordes com um sorriso, aberto e esplêndido, capaz de ofuscar o próprio sol.

Teu,

sábado, 25 de dezembro de 2010

Meu querido e suave amor,

como estás tão inserida em minha vida! Não tens ideia, talvez nem eu tenha ideia, do tamanho e complexidade desse amor que sinto pulsar em minhas veias, tão fervente e tão caudaloso. És, amor meu, razão para minha vida e minha morte, cativo que sou, prisioneiro que é meu coração.

Meus dias contam-se de forma diferente: as horas não tem o mesmo espaço em tua presença. Passam devagar, se me estás então distante; passam rápido, se apenas me ofereces um sorriso teu. É tão injusto o tempo que não sossega, impassível diante de tão forte sentimento meu.

Existes em cada ínfimo décimo de segundo de meus pensamentos. Vives em cada fibra que compõe meus tecidos. Alimentas cada célula de energia e esperança.

Porque não sou, sem estares comigo. Porque não mais serei, se um dia te ausentares.

Amor, não estranhe meus risos ou minhas lágrimas. Deixe que sejam, que existam em meu ser. Poderei estar alegre ou até mesmo triste, mas estarei, por todo o sempre, pensando apenas em ti.

Teu.