segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Amor, ainda que não sejas minha.


Como alguém pode impregnar-me tanto assim? Não consigo esquecer-te um dia ou minuto que passe, não consigo afastar-me de tua imagem, por mais que me esforce. Feitiço poderoso é o amor que extrapola tudo que é razoável, tudo que é racional.

Amor que supera a dor e a ausência, sentida no arrepio do simples mencionar de teu nome; sofrida no simples recordar de teu sorriso (que me está invisível).

Razoável seria desistir, mas não sou forte para tanto. Sensato seria utilizar a razão, mas o amor já me enlouqueceu. Mais simples seria desamar, mas sou complicado demais para tanto.

Amor que não me dá trégua, que não me deixa, porque é mais do que pele, é mais do que sangue e até mais que respiração. Amor que me é tão interno, amor que é meu próprio coração.

Teu.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amor, que te fazes silêncio,

não aprendi a entender ainda teu amar, e me é quase impossível respirar sem teu riso, sorrir sem o brilho de teus olhos.

Me pedes silêncio. Silêncio então terás, ainda que minha vontade seja gritar ao mundo o quanto te amo. 

É desejo meu que as estações logo passem e que rápido volte a primavera, que todas as nuves possam dissipar-se de teu céu. Estarei de braços abertos a sempre esperar que tua barca regresse a meu porto.


Teu.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Amor, que não compreendo,

é dor lidar com tua ausência dia a dia, é cruel dizer a meu coração que não virás, é difícil meu cérebro entender que não darás notícia.

Dizes que ama-me. Mas amor não combina com ausência, e sim com vontade, com necessidade de ver-se, abraçar-se, tocar-se. Amor sem necessidade acaba não parecendo amor, mas capricho ou então outro sentimento.

Acusas-me de não pensar em ti, de não te ligar, de te esquecer. Mas como posso esquecer, se sempre estás em meu coração? Confesso que já tentei diversas vezes arrancar-te de meu peito, mas sempre fracasso em minhas tentativas. E sempre o que me resta é apenas sofrimento.

Tua barca parece navegar em outra direção que não a minha. Já não me olhas com o brilho que teu olhar imprimia. Já não me falas com o entusiasmo que tanto me alegrava. Já não sorris tão intensamente a fazer esquecer-me do mundo.

Mas parece que comigo é assim: eu sempre acabo sozinho.

Teu, sofrido numa madrugada solitária.