sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Amor, que te fazes tão difícil.

Sinto-me em um turbilhão de sentimentos, sem saber onde apoiar os pés e a cabeça, meu mundo gira descontroladamente, como o conteúdo de um caldeirão de sensações diferentes. Meu coração, que tantos abalos sofre, não sabe que rumo tomar e tem sempre medo de decidir, porque não sei os caminhos que aparecem a minha frente.

Como folha que desprende-se da árvore e segue a direção que lhe imprime o vento, vou seguindo dia a dia, sem imaginar que alegrias ou tristezas me esperam no próximo minuto. Não sei se te verei na hora futura ou se dentro de mais alguns dias, e a dúvida me angustia, me faz sofrer antecipadamente por cada segundo demorado de tua ausência presumida e consumada.

Se me deixas na dúvida por estares em dúvida meu dia se torna escuro e o cinza que se abate em meu peito faz-me perder o sorriso e a vontade de seguir. Abandono-me ao tempo, como se este fosse condolente comigo e corresse mais depressa. Mas parece que o tempo é aborrecido comigo, pois não passa quando não estás aqui.

Se me amas, me diga sempre. Não deixe que eu esqueça ou fique em dúvida por um segundo, para aliviar minha angústia de tanto te amar e esquecer de mim. Não me deixe no silêncio, vazio que preenche o peito e mata a alma de quem ama, apenas por ressoar o eco da vontade de querer-te tão bem e com tanta intensidade. Ama-me constante, e tanto, e sempre, que mesmo quando me desencante com a vida, ilumine-me seu sorriso e sentimento. Dirija seus olhos aos meus quando eu estiver triste ou distante, para que possam me guiar de volta para a felicidade ao teu lado.

Teu.


domingo, 9 de janeiro de 2011

Amor, dona deste sentimento imperativo,

que fazes comigo, tens noção? Tamanho é o poder em tuas mãos, palavras e gestos, que tão facilmente me afetas por tua ausência imprevisível em momento e em duração, mas que ocorre inevitalmente.
Fazes tanto de repente, que meu espírito escala as alturas e alcança as nuvens da felicidade, para em seguida atirar-me de volta ao chão duro e coberto por farpas, em queda livre tão rápida. E acaba doendo tanto cada queda, que em cada vez juro não mais amar-te, como se isso fosse sequer possível, como se meu coração me obedecesse ainda, como se seu dono ainda fosse eue não tu.

É ilusão minha deter o amor. É ilusão minha ainda te amar. Mas tens o poder da Fênix mitológica ao destruir-me e recriar-me com teu desejo. Assumes o papel de algoz e libertador simultaneamente. E faço-me a pergunta vital no meio desse tiroteio: que papel prevalecerá?

Teu, ainda.